Em protesto contra ação estatal, policiais chineses agridem até mulher grávida

Moradores do distrito de Shuangliu em Chengdu, capital da província de Sichuan, sudoeste da China, reuniram-se no último dia 23 de janeiro para protestar contra uma ação do Partido Comunista da China (PCCh). O regime chinês visa construir uma estação de tratamento de esgoto próximo de um complexo residencial do Lago Yixin.

Insatisfeitos com a ação estatal, moradores resolveram fazer uma manifestação, gritando suas reivindicações. Entretanto, logo no início, um grande número de policiais chegaram ao local e começaram a espancar, chutar e arrastar os manifestantes com força, incluindo mulheres grávidas.

Em um pronunciamento de uma autoridade do regime comunista que apareceu no local, afirmou que a estação de tratamento era um projeto temporário de um ano e seria demolida depois.  Além disso, afirmou que a construção temporária não requer aprovação oficial.

“Ela também disse uma vez que o projeto tem um orçamento de 80 milhões de yuans [cerca de US$ 12,3 milhões]. Então, você acredita que ela está falando sério que um projeto de 80 milhões de yuans será removido após apenas um ano de operação?”, questionou um dos residentes locais.

O protesto se tornou um dos tópicos mais pesquisados ​​na rede social chinesa Weibo (o “Twitter” do país comunista). Logo, porém, comentários e curtidas foram excluídos da plataforma. A mídia local não noticiou o incidente.

Matéria original: Terça Livre

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